Para responder a pergunta do título poderíamos cogitar várias hipóteses. Só não podemos cogitar a hipótese de ser Marcelo Guimarães Filho, pois afinal se ele se sentiu ofendido porque o jornalista Oscar Paris o chamou de Marcelinho, certamente não vai querer ser chamado de MGF. Estamos comentando mais esse episódio de mediocridade do Bahia atual porque, afinal, essa foi uma das últimas ações de impacto do presidente do Bahia.
Certamente não em busca de reerguer o clube do pior momento de sua história, de acabar com as décadas de humilhações e mediocridades, de trazer a democracia ao clube, de incentivar o aumento do número de sócios, de fazer tudo com transparência, nem de eleições diretas e livres para presidente e para o Conselho Deliberativo.
Não, nada disso. Trata-se sim de jogar nuvens de fumaça, criar factóides, desviar o foco e empurrar os problemas para baixo do tapete. Tudo velhos chavões. Tudo velhos métodos. Tudo envelhecendo e deteriorando a instituição Esporte Clube Bahia. Repetindo os velhos procedimentos ditatoriais, ele só confirma que no clube não há democracia, participação e transparência. E por isso recorre a velhos métodos de processos, ameaças e intimidações.
E eis que a dissimulação da realidade se torna moeda corrente na atual direção do Bahia, em especial na figura de seu presidente. Pois, após processar João Carlos Teixeira Gomes por um texto, tirar satisfação de Oscar Paris pelo emprego do diminutivo do nome, agora o senhor Marcelo Guimarães Filho resolve processar um membro da Revolução Tricolor, Matheus Araújo, por um artigo escrito.
Seria risível se não fosse trágico. O uso de figuras metafóricas passa a ser o alvo da preocupação de quem foi responsabilizado, na dita matéria, pela continuação do caos histórico do clube. Mas exatamente esse caos histórico do clube não é abordado, contradito e nem se acena com qualquer mudança por parte do referido presidente.
Alguma contestação, senhor presidente, para o maior período sem títulos da história do clube? Alguma contestação, senhor presidente, para o maior período sem presença na primeira divisão do futebol brasileiro? Alguma contestação, senhor presidente, para o maior período com times medíocres da história do clube? Alguma contestação, senhor presidente, para o absurdo desperdício da fonte de mobilização e participação que resultaria da entrada de novos sócios? Alguma contestação, senhor presidente, para o crescimento astronômico das dívidas do clube? Alguma contestação, senhor presidente, para nenhuma mudança nos estatutos do clube? Alguma contestação, senhor presidente, para a falta de eleições diretas e livres no clube? Alguma contestação, senhor presidente, para a falta de profissionalismo e a manutenção de pessoas sem o mínimo preparo e condição para serem representantes do clube? Alguma contestação, senhor presidente, para a não renovação total de um Conselho Deliberativo que tem se mostrado inoperante e omisso? Alguma contestação, senhor presidente, para o continuísmo?
Seria inacreditável se não fosse previsível. Essa é a prática histórica das dinastias sucessórias e rotatórias que estão dilapidando patrimônio, história, conquistas e futuro de uma referência da Bahia e de seu povo. E o circo e a tragédia continuam protagonizados pelos mesmos: Paulo Maracajá, Pernet, Marcelo Guimarães, Petrônio Barradas, Marcelo Guimarães Filho. Se são sempre os mesmos, o que esperar desse grupo senão a mesmice?
E, enfim, o que significará MGF para a história?



